Associação entre síndrome metabólica e osteoporose

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Síndrome Metabólica corresponde a um conjunto de doenças cuja base é a resistência insulínica (ou tolerância a glicose). Pela dificuldade de ação da insulina, decorrem as manifestações que podem fazer parte da síndrome. Não existe um único critério aceito universalmente para definir a Síndrome. Os dois mais aceitos são os da Organização Mundial de Saúde (OMS) e os do National Cholesterol Education Program (NCEP) – americano.

Segundo os critérios brasileiros, a Síndrome Metabólica ocorre quando estão presentes três dos cinco critérios abaixo:

  • Obesidade central – circunferência da cintura superior a 88 cm na mulher e 102 cm no homem;
  • Hipertensão Arterial ;
  • Glicemia alterada  ou diagnóstico de Diabetes;
  • Triglicerídeos >150 mg/dl;
  • HDL colesterol >40 mg/dl em homens e > 50 mg/dl em mulheres

A obesidade central, dislipidemia, aumento da pressão sanguínea, e tolerância à glicose cujas características já  demonstraram  previamente ter efeitos independentes sobre o metabolismo ósseo. Foi realizado um estudo de meta análise com  objetivo de detectar uma relação entre a síndrome metabólica e osteoporose.

Nove estudos relatam uma comparação de densidade mineral óssea (DMO) em indivíduos com ou sem síndrome metabólica foram incluídos na meta análise. Não foram encontradas diferenças significativas quando se analisa coluna lombar e colo femoral em valores absolutos.

No entanto, os homens sem doença metabólica apresentaram maior densidade mineral óssea no colo do fêmur e na coluna lombar após o ajuste de DMO com fatores de  idade, peso, altura, consumo de álcool, tabagismo e exercício.

Estes resultados sugerem que a síndrome metabólica é um fator de risco para o desenvolvimento de osteoporose em homens.

 

Fonte: Zhou J et al. Bone. 2013;57:30-35.

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