Categoria: Notícias

Custo Osteoporose

Impacto financeiro da Osteoporose no SUS

 

Com base na definição operacional da OMS, estima-se que, acima de 50 anos, 13% a 18% das mulheres e 3% a 6% dos homens apresentem osteoporose, se considerados apenas os valores de DMO do fêmur proximal

A prevalência da osteoporose, acompanhada da morbidade e da mortalidade de suas fraturas, aumenta a cada ano. Estima-se que com o envelhecimento populacional na América Latina, no ano de 2050, quando comparado a 1950, haverá um crescimento de 400% no número de fraturas de quadril, para homens e mulheres entre 50 e 60 anos, e próximo de 700%, nas idades superiores a 65 anos.

Em mulheres com mais de 50 anos, a estimativa do risco de uma fratura vertebral é de uma em três, e de fratura no quadril é de uma em cinco. Mulheres na pós-menopausa que já sofreram uma fratura não traumática possuem um risco significativamente maior de outras fraturas.

A quantidade de internações decorrentes de fraturas aumenta a cada ano. Entre as mulheres foram registradas 20.778 mil internações em 2009, e entre os homens 10.020 mil (dados até outubro). Em 2001, esses números eram bem menores, 15 mil internações no sexo feminino e 7 mil no sexo masculino.

A cada ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem gastos crescentes com tratamentos de fraturas em pessoas idosas. Em 2009, foram R$ 57,61 milhões com internações (até outubro) e R$ 24,77 milhões com medicamentos para tratamento da osteoporose. Em 2006, foram R$ 49 milhões e R$ 20 milhões respectivamente.

 

Segundo o estudo de Bortolon et. al. (2011), no triênio 2006-2008, 1% dos idosos internados no Brasil apresentaram fratura de fêmur como diagnóstico principal. Os gastos totais com

internações por esta causa, incluindo o valor de unidade de terapia intensiva (UTI) e o valor de órteses e próteses, representaram cerca de 2% dos gastos com internação de idosos no Brasil.

osteoporose-brasil

Fonte: Boletim Brasileiro de Avaliação de Tecnologias em Saúde. Março 2013

 

tabagismo e osteoporose

Tabagismo e baixa massa óssea em homens adultos jovens

Fumar sempre foi associado a  menor massa óssea e risco aumentado de fratura. No entanto, nenhum estudo longitudinal investigando o ato de fumar durante o pico de aquisição de massa óssea havia sido publicado.  O objetivo do trabalho de  Rudäng R et al.  Pulicado no Journal of Bone Mineral   Research foi o de avaliar o desenvolvimento da densidade óssea e distribuição de acordo com o comportamento de fumar em uma população de 833 homens idade de 18 a 20 anos, em um estudo longitudinal de 5 anos.
Usando aquisiçãos com  DEXA os autores mostraram que os homens que tinham começado a fumar desde início do estudo apresentaram um pequeno aumento na densidade mineral óssea aeral (ABMD) no total do corpo e no nível da coluna lombar em comparação com não fumantes.

atividade fisica e ostoeporose

O aumento da atividade física está associada com o desenvolvimento de maior pico de massa óssea em homens

Acredita-se que o pico de massa óssea seja um fator importante relacionado ao risco de osteoporose em fases mais tardias da vida. Aumentar a massa óssea através de uma maior atividade física deve ser importante para prevenir ou retardar a osteoporose. No entanto, pouca informação está disponível para associar atividade física e pico de massa óssea. Os autores do estudo pulicado Journal of Bone and Mineral Research com o objetivo de determinar se uma maior quantidade de atividade física ao longo de um período de 5 anos foi associado com maior conteúdo mineral do osso, densidade mineral óssea volumétrica e tamanho do osso cortical em homens adultos jovens. O estudo foi baseado em dados coletados de 833 homens com idade média de 24,1 anos, durante a 5 anos de seguimento.

fratura osteoporose

Risco de fratura em homens

 

A fim de identificar os pacientes que se beneficiarão do tratamento da osteoporose, ferramentas como FRAX® que identificam os indivíduos com alto risco de fratura foram criados.

O FRAX® considera pelo menos nove fatores de risco que variam de idade até história de fratura anterior. No entanto, estilo de vida e os fatores sociais não incluídos no FRAX® também têm sido associados com o risco de fratura.

Foi  recentemente publicado no journal of Bone Mineral Research  estudo para identificar com precisão os homens com risco elevado de fratura futuro, independente da causa. *

dexa2

Tempo de intervalo de exame da densidade óssea em idosas.

Artigo publicado na New England Journal of Medicine, cuja referência está no fim da postagem, discute o tempo de intervalo de exame e a transição para osteoporose em mulheres mais velhas.

O objetivo deste estudo foi determinar o tempo requerido entre dois estudos de densidade mineral óssea (DMO) para identificar osteoporose em mulheres com 65 anos ou mais. Os autores estudaram por 15 anos 4957 mulheres pós-menopáusicas com vários índices de T-score. O seguimento dessas mulheres incluía exames de estudo no ano 2, 6, 8, 10 e 16.

Translate »