Fraturas relacionadas a osteoporose

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Geralmente a evolução da osteoporose ocorre de forma silenciosa e por apresentar  poucos sintomas, muitas vezes só é diagnosticada quando  os ossos se tornam tão frágeis a ponto de quebrarem com pequenos traumas.  Como a sua evolução é lenta, ela pode levar vários anos para ser diagnosticada.

Outra forma de perceber a instalação da osteoporose é pela mudança na postura e redução da altura da pessoa. Pela fragilidade óssea algumas vértebras vão sofrendo pequenas fraturas com redução de seu tamanho promovendo acentuação das curvaturas da coluna. Em consequência disto podem apareder dores nas costas e membros porque a maior curvatura da coluna  e as fraturas nas vértebras podem comprimir raízes nervosas.

A fratura de fêmur é a conseqüência mais temida da osteoporose, associando-se a elevada morbidade e mortalidade.

Nos Estados Unidos a fratura do fêmur resulta em até 20% de mortalidade no primeiro semestre após o evento, acarretando ainda uma perda de autonomia importante: metade dos pacientes que deambulavam antes da fratura ficam incapazes de fazê-lo e um quarto dos pacientes requerem cuidado domiciliar de longo prazo depois do evento (Riggs & Melton III, 1995).

A perda de qualidade de vida devida à fratura osteoporótica de fêmur, estimada por Eddy et al. (1998), foi superior a 60%, em média, no primeiro ano pós-evento.

Os custos sociais da doença são altos, em grande parte graças aos custos das fraturas de fêmur. Os gastos médicos diretos com fraturas osteoporóticas foram estimados em 13,8 bilhões de dólares nos Estados Unidos, em 1995, relativos a 432 mil internações hospitalares, consultas médicas e admissões em nursing homes, sem levar em conta os gastos com o cuidado domiciliar de longo prazo (Eddy et al., 1998).

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